outubro 2025 - Fusão

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

From Roots to Breakthroughs - 17 edições de BeInMed

outubro 29, 2025 0
From Roots to Breakthroughs - 17 edições de BeInMed


Na cidade da Covilhã, anualmente, estudantes de Medicina e profissionais de saúde reúnem-se para um evento singular, dinâmico e em constante evolução: o BeInMed – Beira Interior Medical Meeting. Este é, como o próprio nome indica, um “Medical Meeting”, isto é, um encontro médico-científico, mas com a particularidade de ser conduzido por estudantes de Medicina. Estes estudantes procuram incansavelmente complementar a sua formação curricular, tomando, desta forma, uma participação ativa no modelo de profissional completo que almejam vir a ser.

Organizado pelo Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade da Beira Interior (MedUBI), o congresso pretende estimular o conhecimento, a investigação, a prática clínica e, não menos importante, o espírito associativo. Na região da Beira Interior, que é muitas vezes lembrada apenas pelo seu património natural, entre serras e neve que escasseia, a Covilhã tem-se afirmado como palco de formação médica de referência. Prova disso é a edição de 2025, sob o slogan “Overcoming Mountains, Elevating Healthcare”. Esta foi a edição com a maior oferta de workshops de sempre (64) e com o maior número de participantes dos últimos 3 anos.

Para os mais jovens que se juntam a este mundo, desenganem-se, pois as grandes conquistas do BeInMed não ficam por aqui. Para os que cá andam há mais tempo ou por cá passaram, relembramos algumas das curiosidades evolutivas do congresso desde a data da sua criação:

  • 2009: Intitulado Congresso do MedUBI, foi criado por um grupo de associativos do Núcleo com espírito inovador. Sob o mote “Dor: do Neurónio à Pessoa”, de 24 a 26 de setembro foram construídos 2 dias com 6 painéis de palestras e um 3º dia com 4 workshops. Os valores dos painéis eram à parte dos valores dos workshops, indo de 20€ para sócios a 23€ para não sócios e 30€ para profissionais de saúde, sem desconto early bird, tendo o workshop um valor acrescido de 5 a 15€. O tradicional jantar de Gala constituía o único Programa Social.

  • 2010: acrescentam-se momentos culturais ao Programa Social, com um recital que contava com atuações de piano, quarteto de cordas e declamações de poesia. Houve também espaço para exposições de pintura.

  • 2014: 5 anos depois da primeira edição, o cordão umbilical do congresso baseado em trauma e medicina intensiva foi cortado para dar lugar a uma V edição focada na imunologia “Quando a Defesa é o Pior Ataque!”. Com o objetivo de aumentar a acessibilidade aos participantes, os valores de inscrição baixaram mais de 40% desde a 1ª edição.

  • 2015: ano marcado por 2 edições do congresso devido à mudança mais precoce de mandato - uma em janeiro e outra em outubro -  concentrando-se esta última, pela primeira vez, nas áreas de ginecologia, obstetrícia e pediatria. Citando o ilustre Prof. Doutor Luís Taborda Barata, a VII edição primou pela angariação de um “painel de palestrantes de elevada qualidade”, dos quais Joaquim Quintino Aires e António Pereira Coelho, obstetra do 1º bebé proveta em Portugal, que escolheu a terra que o viu crescer para encerrar a sua carreira profissional.

  • 2016: no ano seguinte, transmissões online das sessões via YouTube foram testadas, mantendo oradores de renome como o Diretor-Geral da Saúde vigente, Francisco George, membros da OMS (João Breda) e da FIFA (Espregueira Mendes).

  • 2018: “Sexualidade de Géneros”, eis que surge a IX edição que atribuiu ao MedUBI o célebre título de irreverente do Interior - objetivo cumprido pela Comissão Organizadora à data, não deixando de se manter em linha com as edições prévias no que concerne a olhar para o doente para além da doença.

  • 2019: celebram-se 10 anos do 1º congresso médico-científico do MedUBI, cujo vídeo celebratório pode consultar em anexo. Ao entrar numa nova década marcada por perspectivas de inovação tecnológica, atribuiu-se a nomenclatura ao congresso que hoje conhecemos como BeInMed. Recordam-se figuras lusas importantes como José Fragata, responsável pela implantação do 1º coração artificial bem-sucedido em Portugal, e no âmbito de uma maior coesão da família ubiana, são convidados alumni com carreiras exemplares como a de David Ângelo, revolucionário dos tratamentos da Articulação Temporomandibular.

  • 2020: criada pela primeira vez uma aplicação digital do congresso. Se foi bem-sucedida? As edições sucessoras o dirão.

  • 2021: pós-pandemia. Esta foi com grande probabilidade a comissão organizadora que se deparou com um dos maiores desafios, senão o maior, dos últimos anos. Manter a excelência formativa sempre foi prioridade e, como tal, não só tornaram o congresso híbrido, permitindo a presença de um Nobel em formato Keynote, como introduziram as modalidades de bilhete Standard, Plus e Premium para que os seus participantes pudessem optar apenas por sessões à distância e por uma escolha de workshops mais ampla. Nesta XII edição, o departamento de Paralelas do congresso subdividiu a sua ação em Lectures, Round Tables e Simulations e foi criado o departamento de Competições Clínicas. O número de participantes que o XII BeInMed abarcou, o maior de sempre (520), foi prova de superação desta equipa.

  • 2022: procurando a expansão, ou como o próprio slogan desta edição refere “Stepping Towards Evolution”, o BeInMed adicionou um 4º dia de congresso e mais 1 dia de pré-congresso, tendo este último passado a híbrido igualmente. A passagem a 4 dias de congresso visou a inclusão de uma nova modalidade de sessões, "What does the doc say?", que promove a maior proximidade entre estudantes e especialistas e cujo título viria a ser reestruturado nas edições seguintes. A adaptação à nova realidade virtual não parou por aqui e surgiu a rúbrica mensal do BeInMed nas redes sociais, de forma a cativar um maior interesse e cultivar o sentido de pertença do seu público-alvo. A edição contou ainda com a parceria com o SIM, que permitiu que os vencedores da competição de simulação representassem a FCS-UBI a nível nacional e europeu.

  • 2023: a XIV edição contou com o maior número de oradores internacionais (6) e abordou temas inéditos como a Perturbação de Défice de Atenção e Hiperatividade (PHDA), a aplicabilidade da Inteligência Artificial (IA) na medicina e a Medicina de Precisão. Contou ainda com testemunhos marcantes de médicos militares e médicos com incapacidade.

  • 2024: a penúltima edição trouxe o novo título "Embaixador Gold", no âmbito de uma maior e melhor representatividade do congresso na comunidade dos profissionais de saúde.

  • 2025: atendendo à demanda prática dos participantes em edições prévias, a edição do ano passado atingiu um recorde de 64 Workshops e reformulou o seu pré-congresso de modo a estimular oportunidades de cooperação e empreendedorismo intercursos num formato de Hackathon.

Posto isto, a longa história evolutiva do BeInMed é inegável. Este não é, nem nunca foi, apenas um congresso passivo de assistir: é um espaço formativo, prático, de networking, partilha e de construção. Desde formatos híbridos que alargaram o seu alcance, a sessões diversificadas (plenárias, keynotes, workshops, paralelas, mesas redondas e competições), temas mais abrangentes (ex: “What’s Next?: The future of healthcare”, “O estigma em que vivemos: para além do diagnóstico”, “Under the Knife: Surgical Revolution”) e competições cada vez mais exigentes em skills técnicas, o congresso nunca deixou de se reinventar.

Poderemos, contudo, levantar uma questão fundamental: a que ou a quem se deve este crescimento? Em boa verdade, a todos os seus intervenientes. Se quisermos ser rigorosos nesta análise, o crescimento sustentado do BeInMed deve-se, antes de mais, à força motriz que é o associativismo, o compromisso de um grupo de estudantes para com a melhoria da formação da sua comunidade estudantil, ao apoio incansável de todos os seus parceiros, sobretudo locais que trabalham em conjunto com o MedUBI para “elevar a Beira Interior no panorama científico nacional”, e a todo e qualquer participante que acredita neste projeto. Diga-se de passagem que o congresso cresceu porque se tornou um projeto institucionalizado dentro da UBI, mas sustentado por cultura de voluntariado estudantil e trabalho em equipa.

Graças a este trabalho de equipa, o legado do BeInMed é rico e diverso, contando com um leque de oradores de renome nacional e internacional, tais como: Raquel Duarte (pneumologista e ex-Secretária de Estado da Saúde), Carla Andrino (psicóloga e atriz que fala sobre a luta pessoal contra o cancro da mama), Nelson Olim (cirurgião de campo e consultor da WHO Academy), William G. Kaelin Jr. (Nobel da Medicina em 2019). Ademais, em termos de prática e simulação, a equipa de estudantes representantes da UBI conquistou o 3º lugar no SimUniversity Portugal. Há, portanto, dois tipos de valor que o congresso tem gerado: impacto de aprendizagem e visibilidade e credibilidade.

O que podemos esperar, então, da XVII edição “From Roots to Breakthroughs: The Evolution of Care”? A especulação é muita, a par da expectativa de, pelo menos, igualar o nível de edições anteriores. Duas ideias complementares podem, no entanto, ser conjeturadas: podemos estar perante  uma renovação das “Roots” (raízes) do congresso assumindo sessões relativas aos cuidados intensivos, trauma e emergência, áreas que estão na base do cuidado e da medicina; por outro lado, caminhamos para novos “Breakthroughs” (avanços/descobertas), continuando em linha com a inovação científica, novas tecnologias, investigação e formas emergentes de prestação de cuidados a que as últimas edições nos têm habituado. A verdade é que apenas com uma inscrição ficaremos esclarecidos.

Em suma, o BeInMed é hoje um exemplo de como iniciativas estudantis, quando consolidadas com visão e trabalho em equipa, se transformam em plataformas relevantes para formação e inovação médica. A edição XVII, com o slogan “From Roots to Breakthroughs”, resume genialmente esse percurso: honrar as bases da formação médica enquanto se abre caminho para novas descobertas e formas de cuidar. Para quem participa, o BeInMed oferece aprendizagem prática, contactos profissionais e experiências que ficam para a carreira — e para quem organiza, é uma escola de liderança, gestão científica, mas, acima de tudo, um projeto ao qual, com orgulho, poderemos chamar sempre de “nosso”.

Bruna Machado


segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Outubro Rosa

outubro 20, 2025 0
Outubro Rosa


Outubro é mais do que um mês no calendário; é um movimento global de solidariedade, consciencialização e esperança. Conhecida como "Outubro Rosa", esta iniciativa nasceu nos Estados Unidos na década de 90 com o objetivo claro de inspirar a mudança e mobilizar a sociedade na luta contra o cancro da mama. A cor rosa tornou-se um símbolo universal para homenagear as mulheres que enfrentam esta doença, sensibilizar para a prevenção e o diagnóstico precoce e apoiar a investigação.

Em Portugal, a Liga Portuguesa Contra o Cancro assume a liderança desta causa através de ações de consciencialização, realçando a importância do rastreio e disponibilizando informação e apoio às mulheres e suas famílias.

O cancro da mama é um problema pertinente de saúde pública, sendo o mais frequente em Portugal e em todo o mundo. Estima-se que em 2022, em território nacional, cerca de 9.000 mulheres tenham sido diagnosticadas com cancro da mama e mais de 2.000 tenham morrido com esta doença. Apesar de ser raro, cerca de um em cada cem cancros da mama desenvolvem-se no homem. O maior fator de risco é a idade, pois cerca de 80% de todos os casos ocorrem em mulheres com mais de 50 anos. Outros fatores incluem historial prévio de doença na outra mama, alterações genéticas hereditárias, excesso de peso, tabagismo ou consumo de álcool em excesso, primeira menstruação em idade precoce ou menopausa tardia. Contudo, se for diagnosticado e tratado precocemente, o cancro da mama tem uma taxa de cura superior a 90%, sendo a prevenção e o diagnóstico precoce fundamentais para aumentar a sobrevivência e manter a qualidade de vida.

Para sensibilizar a população, a Liga Portuguesa Contra o Cancro desafia a comunidade a juntar-se ao movimento durante o mês de outubro. Foi neste espírito de união que a 15.ª edição da caminhada solidária “Pequenos Passos, Grandes Gestos” trouxe à rua centenas de pessoas no passado dia 11 de outubro. A cidade da Covilhã foi uma das sete cidades da zona centro a aderir à causa. Os covilhanenses vestiram-se de rosa no percurso desde o Jardim Público até ao Jardim das Artes. Estas caminhadas realizam-se anualmente, desde 2010, e permitem angariar fundos para a missão da Liga, nomeadamente para a aquisição de equipamentos essenciais para o diagnóstico da doença.

Para além da sensibilização e do diagnóstico, é crucial apoiar as mulheres após o tratamento. Melhorar a aptidão física e funcional das sobreviventes de cancro da mama é o objetivo do projeto Mama Move da Universidade da Beira Interior, através de um programa de exercício físico supervisionado. Este programa permite colmatar os efeitos secundários associados ao tratamento, tais como a fadiga, a diminuição da força muscular, a amplitude de movimento e a capacidade aeróbia. Para além do condicionamento físico, a doença e os tratamentos acarretam amiúde efeitos cognitivos e emocionais com implicação direta na qualidade de vida. Assim, o projeto combina também sessões de estimulação cognitiva que pretendem trabalhar, entre outros, os problemas de concentração e capacidade de raciocínio relatados por cerca de um quarto dos sobreviventes de cancro da mama.

O Outubro Rosa é uma causa que une a sociedade numa missão comum. Desde a participação em caminhadas solidárias, como a que animou a Covilhã, até ao apoio a projetos de reabilitação como o Mama Move, cada gesto conta. É um movimento que mostra como pequenos passos podem, de facto, traduzir-se em grandes gestos de solidariedade e esperança.


Alexandra Lourenço


quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Mindfulness?

outubro 16, 2025 1
Mindfulness?

 

        No dia a dia, é normal enfrentarmos diversos momentos que nos causam stress. Dor de cabeça, tensão muscular, irritabilidade e ansiedade são sinais que, mais cedo ou mais tarde, nos obrigam a arranjar estratégias para enfrentar os problemas que surgem.

  

Atualmente, cada vez mais pessoas recomendam mindfulness, meditação, body scans… Mas isso é tudo a mesma coisa? São coisas diferentes? O que faz melhor? Como se faz?


Mindfulness vs. Body Scan vs. Meditação

 

Mindfulness é quando nos focamos no presente. É, no fundo, tentar alcançar atenção plena ao que está a acontecer dentro de nós (Em que é que estou a pensar agora? Que sentimento é este? Como está o meu corpo?) ou fora de nós (O que é que estou a ver agora? Que sensação é esta? A que sabe esta comida?), momento a momento.[1] É de realçar que o importante não é não pensar em absolutamente nada, mas sim deixarmos os nossos pensamentos simplesmente existirem e, quando nos afastamos do presente, voltar a trazer a nossa atenção ao “agora”, sem fazer qualquer julgamento acerca desse desvio. Aceitamos que a nossa mente vagueie, mas tentamos trazê-la ao presente quando o faz.

O Mindfulness vai, assim, englobar o Body Scan, que é uma checklist do que se passa no nosso corpo. Desta maneira, sentimo-nos conscientes e ligados a quem somos. Vivemos no nosso corpo todos os dias, mas o quão em sintonia estamos com ele? No fundo, o objetivo é focarmo-nos em diversas partes do corpo, sequencialmente.[2] Como estão as tuas costas? Direitas? Há algum ponto de tensão? Relaxa-o. E o teu maxilar, está rígido? E as tuas mãos? Estão quentes ou frias? Não é preciso mudares nada, apenas perceber as diversas sensações que o teu corpo está a tentar comunicar. Foca-te, agora, na tua respiração. Estás a respirar profundamente? Às vezes, quando estamos um pouco mais ansiosos, a nossa respiração é mais superficial. É importante irmos contrariando essa tendência! E, assim, em alguns segundos, fizemos um pequeno exercício de mindfulness com body scan.

Mas e a Meditação? A principal diferença entre esta e o mindfulness é que a meditação é um treino da nossa atenção. Durante a meditação, concentramo-nos apenas numa coisa. Deixamos os pensamentos que estão a causar o stress de lado por alguns momentos, o que nos permite ultrapassar “bloqueios” e, assim, chegar a soluções novas. Esse processo pode levar a um maior bem-estar físico e emocional. Exemplos são a meditação guiada, em que formamos imagens mentais de lugares ou coisas que nos ajudam a relaxar, e a meditação por mantras, em que repetimos uma palavra, pensamento ou frase relaxante para manter afastados pensamentos indesejados. É, no entanto, possível realizar meditação com mindfulness, em que temos foco total no que nos rodeia, ou no nosso próprio corpo.[3]


E funciona? Apps, vídeos ou aulas?

 

Há várias pessoas que recomendam estas técnicas. Relativamente ao mindfulness, há diversos estudos que comprovam a sua eficácia, incluindo alguns específicos para estudantes universitários.[4] Cada caso é um caso, e o que resulta para uma pessoa pode não resultar para outra, mas o importante é escolher o formato a que respondemos melhor. Pessoalmente, sou uma grande fã dos vídeos no YouTube. Há tantos por onde escolher, que é impossível não encontrar uns que parecem feitos à minha medida. Por outro lado, as aplicações podem fornecer uma experiência personalizada aos nossos gostos, e muitas delas permitem mesmo definir horários para se praticar esta técnica. Vídeos no Instagram, Tiktok, entre outros, são, na minha opinião, uma forma boa para contrariar o fluxo de vídeos que priorizam a satisfação instantânea, mas penso que não nos devemos limitar a eles.


Concluindo: num mundo em que cada vez mais distrações lutam pela nossa atenção, é importante conhecermo-nos a nós mesmos e não nos desconectarmos do nosso próprio corpo. Exercícios como estes são sempre uma ajuda para nos voltarmos ao presente, independentemente do formato escolhido.

 

Margarida Reis




[1] NHS website. (s.d.). Mindfulness. nhs.uk. https://www.nhs.uk/mental-health/self-help/tips-and-support/mindfulness/

[2] Clinic, C. (2023, 3 de fevereiro). Body Scan Meditation for Beginners: How and Why to Try It. Cleveland Clinic. https://health.clevelandclinic.org/body-scan-meditation

[3] A beginner's guide to meditation. (s.d.). Mayo Clinic. https://www.mayoclinic.org/tests-procedures/meditation/in-depth/meditation/art-20045858

[4] Mindfulness to improve the mental health of university students. A systematic review and meta-analysis - PubMed. (s.d.). PubMed. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38111480/