Hora do Fusão: Fantasma da Ópera - Fusão

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Hora do Fusão: Fantasma da Ópera

 

                 De 15 a 27 de outubro Portugal recebeu a produção da Broadway e West End "The Phantom of the Opera", no campo pequeno. Tive o privilégio de ver esta produção dia 19, e foi absolutamente memorável.

               Inicialmente, confesso que estava um pouco apreensiva devido à dimensão massiva da peça. Como é que eles iriam adaptar algo de tal grandeza a uma produção noutro país, com outras condições? Como é que iriam trazer todos os cenários, cenas memoráveis e a história que é amada por tantos para um palco relativamente mais pequeno? Mas confesso que não fiquei minimamente desiludida, acabando por me surpreender imenso. A produção conseguiu trazer cenários de enormes dimensões com uma organização extremamente fantástica. Para quem não conhece a história, esta passa-se na Ópera de Paris. A jovem Christine Daaé tem lições de música de um misterioso “Anjo da Música”, o Fantasma da Ópera, que fica furioso e possessivo após o Visconde Raoul, amigo de infância de Christine, apresentar interesse romântico por ela. Ver finalmente a história que tão bem conhecia desenrolar-se num palco português com um cast extremamente talentoso foi fascinante. A emoção que cada um deles comunicava enquanto cantava e atuava contribuiu para o ambiente já mágico da peça. Esta, em inglês, apresentava a tradução em vários ecrãs para aqueles que necessitassem de a acompanhar, o que foi um detalhe interessante. Algumas pessoas queixaram-se do facto de as cadeiras serem desconfortáveis, outras pessoas do calor e outras da visibilidade, mas tal parecem-me ser problemas relacionados com a disposição do espaço e não com o trabalho efetuado pela companhia. Na minha opinião, este foi perfeito.

               Relativamente ao sucesso que o musical fez em Portugal, esgotando todos os dias, esperemos que tal signifique que mais produções semelhantes estejam dispostas a apresentarem-se no nosso país. Desde produções famosas como “Moulin Rouge!”, “Hamilton”, “Six”, “Jekyll & Hyde”, “Cats”, “Chicago”, “Wicked”, “Heathers”, “Beetlejuice”, “The Great Gatsby”, entre outros, a independentes ainda sem a promessa de passarem para um grande palco, como “EPIC”, não é possível negar que este tipo de espetáculo é cada vez mais apreciado no nosso país e em todo o mundo, pelo sucesso das suas músicas e pela quantidade de pessoas disposta a pagar para as poderem ver, mesmo em formato digital. Em Portugal, “Querido Evan Hansen”, a adaptação portuguesa do musical “Dear Evan Hansen”, está em cena no Teatro Maria Matos. Portanto, o Fantasma da Ópera ter esgotado em todos os dias que esteve em cena não deveria ser um sucesso pontual, mas sim um incentivo para que um maior número destas obras seja futuramente adaptado para os nossos palcos.

               Concluindo, foi extremamente memorável, uma experiência única que maravilhou todos aqueles que conseguiram ir. Assim, esperemos que esta sirva como incentivo para que mais produções deste género venham ao nosso país.


Margarida Reis

Sem comentários:

Enviar um comentário